Fui favorável à LDO e não ao aumento do fundo eleitoral, diz Luiz Ovando

O deputado federal dr. Luiz Ovando (PSL) afirma que votou favoravelmente ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022 e não ao aumento do fundo eleitoral, que passa de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões. A votação ocorreu quinta-feira (15), no plenário presencial e virtual do Congresso Nacional.

O parlamentar esclareceu, em nota, que “sempre se posicionou contrário ao Fundo Eleitoral, o chamado “fundão”, que manterá a mesma postura e ajudará a derrubar o aumento quando a matéria for votada dentro da LOA (Lei Orçamentária Anual), a partir de setembro

Ovando explica que o projeto da LDO chegou ao plenário pronto, depois de aprovado pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, da qual ele não faz parte, “após acordo entre líderes de partidos”.

“Votar contra a LDO seria derrubar vários programas sociais do Governo federal, deixando o país sem lei que regule e regulamente as prioridades de investimentos para 2022”, sustenta, descrevendo as prioridades, como mais recursos para compra de vacinas, construção e reforma de creches, ao programa Casa Verde e Amarela e para ampliação da rede de atendimento oncológico.

O parlamentar, que é médico há 46 anos, afirma que apoiou destaque apresentado pelo partido Novo, que suprimia o dispositivo aprovado pela Comissão de Orçamento do Congresso, uma vez que o PSL orientou “sim” à proposta e “não” ao aumento do valor do fundo. “O destaque, infelizmente, foi derrotado por aqueles parlamentares que agora dizem que foram contra o aumento do valor para o fundão”, destacou.

Ovando diz que o Orçamento da União não comporta mais aumentos, como o previsto para o fundo eleitoral. “São R$ 3,7 bilhões a mais. É quase impossível que o relator-geral do Orçamento consiga achar receitas para fazer frente a esse aumento. Estamos numa pandemia, onde a maior parte dos recursos do país está sendo destinada para combater a Covid-19 e seus efeitos na economia”, reforça.