Oposição é democrática; conspiração não, diz dr. Luiz Ovando sobre a CPI da Pandemia

O deputado federal dr. Luiz Ovando (PSL-MS) afirmou nesta quarta-feira (30) que oposição faz parte do processo democrático, enquanto a conspiração é desvio de caráter. A declaração foi feita durante entrevista ao Jornal da Hora, minutos antes de embarcar para Mato Grosso do Sul, na comitiva do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o parlamentar, as ações da CPI são, na verdade, conspiracionistas, com objetivo de culpar o presidente pelas mortes de Covid.

“A CPI representa uma ponta de conspiração. Eles não são oposição. São desprovidos de caráter, não aceitam verdadeiramente a situação. A oposição é necessária, faz bem, é saudável para o sistema democrático, mas o processo de conspiração não é”, afirmou. 

Luiz Ovando diz que a conspiração mostra deturpação de caráter. “Temos visto isso com frequência entre os que conduzem a CPI. O presidente é uma pessoa coerente e suas ações são sempre bem claras”, explica.

Para o parlamentar, que é médico há 45 anos, Bolsonaro pegou um país doente, com diversos problemas, como economia em declínio, desemprego em alta, sérios problemas sociais, juros e inflação sem controle.

“É como o médico que recebe um paciente em estado grave e se ve obrigado a tomar decisões rápidas, indicar remédios, muitas vezes de gosto amargo, e aguardar a recuperação do paciente”, argumenta.

Ovando destaca o crescimento de vários indicadores econômicos, mesmo em meio à pandemia. “O Brasil cresce de forma consistente porque é um governo que tem projeto, método e objetivos”, descreve.

Ao ser questionado sobre o crescimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas, o parlamentar bolsonarista disse que os brasileiros têm noção do que o PT representa.

“Eles estiveram no comando do país por 14 anos e nada fizeram. Por que fariam diferente agora? A única herança deixada pelo PT é a corrupção”, declarou, desafiando líderes da esquerda e ministros do Supremo Tribunal Federal a saírem às ruas para enfrentar a população, como faz rotineiramente Bolsonaro.