Luiz Ovando critica lockdown em Dourados e proibição de médico de trabalhar

Campo Grande, MS – O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PSL-MS) fez, nesta terça-feira (1), duras críticas às medidas decretadas pela Prefeitura de Dourados de fechar o comércio desde domingo (30/5). O lockdown irá vigorar por 14 dias e, segundo o prefeito Alan Guedes (PP), tem objetivo de conter o avanço do novo coronavírus na cidade.

Ovando critica informação de que a prefeitura autuou, com base no decreto municipal de sexta-feira (28), um médico que fazia atendimento em seu consultório particular. “A Constituição está sendo atropelada. Franca demonstração de desconhecimento dos artigos constitucionais 6º e 199º, passando por cima dos direitos sociais dos cidadãos”, argumenta.

Em vídeo divulgado em suas redes sociais, o parlamentar diz que a eleição de Alan Guedes era a esperança de novas práticas na administração pública. A renovação da Câmara de Vereadores, que atingiu 67%, segundo ele, também representou mensagem de que a população quer mais empenho e defesa dos interesses comuns. “É preciso defendê-la”, resumiu.

O parlamentar, que é médico há mais de 45 anos, diz não entender a suspensão das atividades médicas complementares do município. “Para onde irão esses pacientes? É verdadeira insensatez”, completa.

Ovando também critica as medidas que decretaram lockdown na segunda maior cidade do Estado. “É sabido que medidas dessa natureza não funcionam à luz de posicionamentos responsáveis e coerentes dos epidemiologistas de peso, como Michael Levitt, prêmio Nobel de Química em 2013”, explica.

O deputado afirma que decisões como as de Dourados têm oprimido ainda mais a população, “angustiada pelas notícias fúnebres da mídia hegemônica, privando-lhes do direito fundamental à saúde e condenando a atividade econômica à falência, com argumento de que isolamento resolve”.

Ovando conclui afirmando que, ao invés de medidas que não irão resolver o problema, prefeitos deveriam buscar informações sobre o tratamento imediato aos primeiros sintomas da Covid-19.  

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