CPI da Covid-19 é palanque da oposição ao presidente Bolsonaro, diz deputado Luiz Ovando

O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PSL-MS) afirma que a CPI da Covid-19 será utilizada como palanque da oposição ao presidente Jair Bolsonaro e pode frustrar a população ao evitar que a investigação chegue a alguns Estados. 

A comissão foi instalada semana passada e já começou a fazer reuniões presenciais, sob a presidência do senador Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) como relator, escolha muito contestada por aliados de Bolsonaro.

A CPI pretende investigar possíveis omissões da gestão federal na pandemia, além de repasses de verbas da União para estados e municípios, onde pode estar a maior parte das irregularidades, como desvio de recursos exclusivos para a pandemia aplicados em outras áreas, como ocorreu no Rio Grande do Sul. 

Para Ovando, o único objetivo é reforçar narrativas de que o presidente é o único culpado pela pandemia. “Não acredito que vão apurar alguma coisa. Se quiserem, há muitas denúncias para ser investigadas. Mas todos sabem que o interesse são outros”, diz.

De acordo com Luiz Ovando, que é médico há 45 anos, a pandemia tem sido combatida sem interferência política em todo o mundo, menos no Brasil. “Infelizmente, estamos à mercê de posições ideológicas, quando éramos para estar unidos contra o único inimigo, a Covid-19”, argumenta.

Ao descrever as medidas tomadas pelo Governo federal, o deputado lembra que o decreto sobre estado de emergência foi editado no início de fevereiro de 2020, quando ainda não havia caso confirmado do novo coronavírus. 

“Sabe o que alguns governadores fizeram? Divulgaram que o Carnaval estava mantido e que iriam realizar a maior festa dos últimos tempos”, reforça. “O presidente agiu no tempo certo e de forma preventiva”. 

Ovando lembra que a  Índia enfrenta colapso no sistema de saúde, com falta de leitos, oxigênio e demais insumos para tratar a Covid-19, e compara a repercussão em relação ao Brasil.

“O mundo está comovido com o problema na Índia. Muitos países estão procurando ajudar de alguma forma. Isso é bom. Mas, no Brasil, é quase impossível admitir que o presidente Bolsonaro não tenha culpa, que a doença é implacável em todos os cantos do planeta”, conclui.